
Eles se conheceram em uma festa de rodeio, a troca de olhares deixou no ar que logo iriam se envolver. Ela tinha 14 anos, ele 17. O beijo roubado, o abraço... E os dois se envolveram. Durante todos os dias da festa eles estavam juntos, e quando a festa acabou, continuaram se comunicando virtualmente. Ela, loucamente encantada, contou pra irmã, pra mãe, e assim que o pai chegou de viagem ele foi pedir a mão dela em namoro.
Namoraram. Tudo muito lindo. E passou tão rápido que eu nem percebi. Quando completaram um mês, bombons e ursos...
E era assim que a fila andava, beijos, abraços, sorrisos, carinhos, e de repente, ciúmes! Ciúmes de tudo, de todos, do mundo!
Nos primeiros meses, todas as pessoas do seu convívio riam daquele pitis malucos do jovem casal. Mas com o tempo, os dois se fecharam para o mundo, construíram muros e não tinham mais vida. Todo mundo reclama, ninguém mais queria ficar perto dos dois, muitos estavam cansados de tanta pegação no pé! A vida do casal se tornara pública.
O "eu te amo" permanecia, embora, agora de um forma diferente: - Não vai dizer que me ama? - Hã? - Você nem diz mais que me ama, já percebeu? Sou só eu quem digo!
O amor se tornara uma batalha, a família já não apoiava mais aquele relacionamento, que deixara de ser sadio a muito tempo. Mas é assim, primeiro amor, é sempre assim, é quando se está aprendendo a amar.
E ainda há quem diga que o ciúmes é o perfume da alma. Mas perfume demais enjoa!
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