quarta-feira, 25 de abril de 2012

Paixão Platônica


Óh querido!
Como anseio por ter-te toda a vida.
Mas como nada é eterno,
Sei que chegará o dia da partida.
Como amo teus olhos castanhos
E teu sangue e origem tão diferente dos meus.
Adoro cada um de teus encantos.
E mesmo com defeitos, pareces um deus.

Querido, o luar olha por nós.
E mesmo os lençóis de linho,
Suplicam quando estamos a sós.

Não te esqueças, amado meu,
Das promessas que fizesses,
De nunca dizer adeus.

Mas se fores,
Deixa-me a lembrança
De que eras meu homem
Que jamais trouxe flores,
Mas que plantou um jardim
No meu sorriso sem fim
Quando estou junto a ti.


sábado, 31 de março de 2012

Dia 31 de março, fato histórico para o judeus Sefaradim


Em 1492 ocorreram na Espanha três acontecimentos muito importantes. Tais fatos, extraordinários na visão da época, hoje nos parecem característicos da nova sociedade que, no final do século XV e no decorrer dos dois séculos seguintes, surgi, lenta e penosamente, na Europa ocidental. Como nossa cultura ocidental moderna se desenvolveu nesse período, o ano de 1492 também esclarece parte de nossas preocupações e de nossos dilemas. O primeiro fato ocorreu em 2 de janeiro quando os exércitos de Fernando e Isabel, os Reis Católicos, cujo casamento acabara de unir os reinos ibéricos de Aragão e Castela, conquistaram a Cidade-estado de Granada. A multidão viu com profunda emoção o estandarte cristão hasteado nos muros da cidade, e, quando a notícia se difundiu, os sinos repicaram triunfalmente em toda a Europa, pois Granada era o último baluarte islâmico no seio da cristandade. As cruzadas contra o Islã fracassaram, porém os muçulmanos foram expulsos da Europa. Em 1499 os muçulmanos que viviam na Espanha puderam escolher entre a conversão ao cristianismo e a deportação; depois disso a Europa ficaria livre deles por alguns séculos. O segundo acontecimento desse ano momentoso deu-se em 31 de março, quando Fernando e Isabel assinaram o Edito da Expulsão, que baniria os judeus da Espanha, aos quais também se apresentou a possibilidade de optar pelo batismo ou desterro. Muitos deles eram tão apegados a “al-Andalus” (nome árabe do antigo reino islâmico) que se converteram à cristã e permaneceram na Espanha; entretanto cerca de 80 mil judeus partiram para Portugal e 50 mil para o novo império Otomano, onde tiveram calorosa acolhida. O terceiro fato refere-se a uma das figuras presentes à ocupação cristã de Granada. Em agosto, Cristóvão Colombo, protegido de Fernando e Isabel, zarpou da Espanha com o objetivo de encontrar uma nova rota comercial para a Índia e descobriu a América.

[...]

A reconquista dos antigos territórios muçulmanos de al-Andalus constituiu uma catástrofe para os judeus da Ibéria. No Estado islâmico as três religiões – judaísmo, cristianismo e islamismo – conviveram em relativa harmonia por mais de seiscentos anos. Os judeus em particular viveram na Espanha uma renascença cultural e espiritual e não sofreram os pogroms que atormentavam seu povo no restante da Europa. Contudo, à medida que avançava pela península, conquistando mais e mais territórios ao Islã, o exército dos Reis Católicos levava junto seu anti-semitismo. Em 1378 e 1391 os cristãos atacaram as comunidades judaicas de Aragão e Castela, arrastaram seus moradores até a pia batismal e, ameaçando mata-los, obrigaram-nos a converter-se ao cristianismo. Em Aragão os sermões do dominicano Vincent Ferrer (1350-1419) frequentemente inspiravam desordens anti-semitas; e o frade ainda organizava debates públicos entre rabinos e cristãos com o objetivo de desacreditar o judaísmo. Alguns judeus tentaram evitar a perseguição abraçando voluntariamente o cristianismo. Oficialmente denominados conversos, eram chamados pelos cristãos de marranos (porcos), designação ofensiva que alguns deles assumiram com orgulho. Os rabinos condenavam a conversão, mas a princípio os cristãos-novos conquistaram fortuna e sucesso. Alguns galgaram altas posições no clero; outros se casaram com membros de ótimas famílias; e muitos enriqueceram no comércio. Com isso criaram novos problemas, pois os cristãos-velhos se revoltaram contra a sua mobilidade ascendente. Entre 1449 e 1474 investiram muitas vezes contra os marranos, matando-os, destruindo suas propriedade ou expulsando-os da cidade.

Tal situação alarmava Fernando e Isabel. Ao invés de manter seu reino unido, a conversão dos judeus estava provocando outras divisões. Também preocupavam os soberanos as notícias de alguns cristãos-novos retornavam à antiga crença e a professavam secretamente. Dizia-se que compunham um movimento clandestino no empenho em reconduzir outros conversos ao rebanho judaico. Os inquisidores receberam ordens de prender esse judeus, que, acreditava-se, seriam identificados por abster-se de carne de porco ou de trabalhar aos sábados. Os suspeitos sofriam tortura até confessar sua infidelidade e denunciar outros “judaizantes” clandestinos. Assim a Inquisição matou cerca de treze mil conversos nos doze primeiros anos de sua existência. Na verdade muitos dos que foram mortos ou presos ou tiveram suas propriedades confiscadas eram católicos fervorosos, sem nenhuma tendência judaizante. Diante disso muitos conversos se tornaram cínicos e cépticos em relação à sua nova fé.

Quando conquistam Granada, 1492, Fernando e Isabel herdaram a enorme população judaica da cidade. Consideram a situação incontrolável, assinaram o Edito da Expulsão para resolver de uma vez por todas o problema dos judeus na Espanha. Cerca de 70 mil judeus se converteram o cristianismo e permaneceram no país para padecer nas mãos da Inquisição; outros 130 mil, como vimos, partiram para o exílio. Os judeus do mundo inteiro choraram o desaparecimento da população judaica espanhola como a maior catástrofe que se abatera sobre eles desde a destruição do Templo de Jerusalém, em 70 d.C., quando perderam sua terra e foram obrigados a exilar-se em comunidade dispersas, fora da Palestina, conhecidas coletivamente como Diáspora. A partir de então o exílio se tornou um tema constante e doloroso em sua vida. A expulsão da Espanha em 1492 ocorreu no final de um século em que os judeus foram rechaçados de vários locais da Europa: de Viena e Linz em 1421; de Colônia em 1424; de Augsburg em1439; da Baviera em 1442; da Moravia em 1454; de Perugia em 1485; de Vicenza em 1486; de Parma em 1488; de Milão e Lucca em 1489; da Toscana em 1494. Pouco a pouco eles se dirigiram para o leste, criando na Polônia o que acreditavam ser um lugar seguro. O exílio parecia agora uma parte endêmica e inevitável em sua condição.

Karen Armstrong. Em nome de Deus, o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O sonho de um Brasil melhor


Hoje eu e minha tia conversávamos sobre a greve das escolas do estado de Goiás quando me recordei de um sonho agonizante, porém maravilhoso que tive esta noite.

No sonho, havia muitas pessoas, e eu mal podia vê-las, nada estava muito nítido. Lembro-me de gritar muito, com todas as minhas forças, até que pudessem me ouvir. Eu estava realmente muito alterada, e fazia exigências aos nossos governantes. As exigências eram simples de ser realizadas, e o sonho de muitas pessoas por aí.

Eu gritava por melhores salários para professores, bombeiros, policiais, enfermeiros, condições melhores para nossos caminhoneiros e garis, e quebra de todas essas mordomias para toda essa laia de corruptos que se espalha de norte a sul, de leste a oeste, na nossa nação verde e amarela.

Eu me fazia ouvir, mesmo sozinha, e exigia o cumprimento de tudo aquilo que eu queria. Não havia mais ninguém, só eu ali, gritando. Mas o meu grito e a minha força foram o suficiente para se instalar uma reforma em todo o país.

Os professores passaram a ser obrigados a fazer cursos de capacitação, para que soubessem como transmitir a matéria ao aluno, de forma que este ficasse interessado pelo assunto. Em troca de uma boa aula, receberiam um bom salário e teriam o seu valor retomado, começando pelo fato de os alunos os respeitarem, chamando-os pelos seus sobrenomes, o que os faria manter certa percepção de um professor não é um colega, mas sim, um mestre.

Os bombeiros e policiais, que arriscam suas vidas por nós, teriam condições de vidas melhores, mas também seriam muito mais cobrados. Qualquer ato de desrespeito a qualquer civil ou colega de profissão, seria severamente punido, e seria inadmissível qualquer ligação com bandidos ou traficantes, e a pena para tal, seria a prisão. Afinal, quem ajuda bandido, bandido é. Além de terem novos treinamentos, viaturas e armamentos.

Os enfermeiros, nossos queridos anjos que vestem branco, também teriam mais privilégios, mas igualmente também seriam cobrados. O atendimento nos PFS’s deveria melhorar 100%, afinal também seria investido muito dinheiro na saúde pública.

Nossos queridos e bravos caminhoneiros, que enfrentam o perigo para levar comida e produtos aos nossos lares, lembrando que se não fossem por eles faltariam muitos produtos na Europa, Ásia, Américas e etc., também seriam mais valorizados. O governo os ajudaria financeiramente para que não precisassem viajar à noite consumindo drogas como rebite, entre outros, que causam acidentes e mortes nas estradas. Mas estes também seriam cobrados, cobrar-se-ia honestidade dos mesmos para não desviassem os produtos que estão transportando.

Aos garis seriam dadas oportunidades de estudo e aprendizado. Cursos de capacitação profissional e ajuda para o ingresso em uma universidade, seriam de lei. E que assim, fizessem seu trabalho mantendo nossas ruas limpas e agradáveis. Mas o cidadão também teria de fazer sua parte não jogando lixo no chão.

Quanto aos nossos excelentíssimos políticos, passariam a receber um salário mínimo, vale transporte, auxílio moradia, pensão alimentícia, e seus filhos estudariam em escolas públicas. Em países como a Suíça, nenhum político reclama da sua condição de vida. Desta forma apenas pessoas interessadas no bem-estar da população, se candidatariam.

Mas é lógico que isso só daria certo com a ajuda de TODOS nós, brasileiros. Respeitando e cobrando dos professores, policiais, enfermeiros, garis, bombeiros e caminhoneiros, e fiscalizando nosso governo. Mas os mesmos, também teriam de fazer sua parte.

Eu não queria ter acordado, queria ter visto o desenrolar do meu sonho, e saber se tudo ficou só na teoria ou se na prática todos ajudaram e fizeram sua parte.

Cada povo tem o governo que merece, este é meu lema eterno.

Não adianta reclamar e não fazer, não adianta cobrar e não cumprir com os seus deveres.

A utopia do meu sonho me deixou até triste, porque foi apenas um sonho, mas quem sabe um dia esta seja a nossa realidade.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O menino judeu - parte 1


Eu tinha 13 anos, quando comecei a me dar conta de tudo o que acontecia ao meu redor. Os sábados, as velas, as músicas, o idioma. Tudo aquilo que sempre esteve presente no meu dia-a-dia, agora se mostrava de uma forma nova e enriquecedora.

Nasci em São Paulo, em uma comunidade judaica, e estudei a vida inteira em colégio israelita. Ser judeu não era nenhuma novidade. As pessoas do meu meio eram iguais a mim.

A minha vida mudou radicalmente após o meu Bar Mitzvah. Meus pais passaram por dificuldades econômicas após um mau empreendimento e tiveram que fechar nosso restaurante, foi aí que nos mudamos para Minas Gerais.

O dia da despedida foi triste. As pessoas choravam e eu abracei meus amigos com força, pois talvez não voltasse a vê-los tão cedo. Mamãe tentava me acalmar, dizendo que logo voltaríamos, mas eu sabia que não era verdade. Meu irmão menor não entendia o que estava acontecendo, acho que por isso ele estava sorrindo.

Eu não queria ter que me mudar. Como eu ia entrar de repente em uma nova escola, em um novo bairro? E se os judeus de lá não fossem iguais aos daqui?

A viagem de carro foi longa, chegando ao hotel, deixamos nossas bagagens, papai foi se encontrar com seu novo chefe, e eu e meu irmão saímos com a mamãe para procurar uma casa ou apartamento. Meu pai iria ganhar um bom dinheiro.

Era sexta, e naquele sábado, rezamos dentro do quarto do hotel. Não acendemos velas, o que eu achei estranho. Mas mamãe explicou que as pessoas ali não entendiam nossos costumes. Naquele Cabala Shabath senti muita saudade da nossa casa e do nosso bairro, aonde todos guardavam o sábado.

Em uma semana já tínhamos alugado um bom apartamento, não tão grande quanto a nossa casa, mas ainda assim bom. Nossa mudança chegou e nos encarregamos de tentar arrumar. Foi mais rápido do que pensei.

Papai arrumou todos os objetos sagrados, e juntos colocamos a Mezuzá na porta, a cada dia nosso apartamento se tornava cada vez mais um lar judaico, e eu enfim ia me sentindo em casa.

Nosso primeiro shabath na nova casa foi um tanto quanto estranho. Mamãe estava ansiosa por demais que tudo saísse perfeito para que eu e meu irmão sentíssemos que ainda éramos judeus, apesar de não termos vizinhos judeus, ou sequer ter conhecido algum desde que chegamos naquela cidade. Mas sentado àquela mesa, rezando e celebrando, percebi que acontecesse o que acontecesse, jamais deixaríamos de ser uma família.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sara Rus, "Eu sobrevivi duas vezes"


Sara sobreviveu ao Holocausto judeu durante a 2ª Guerra Mundial, recordado pelas Nações Unidas neste mês. Perdeu o pai no terrível campo de concentração nazista de Auschwitz, peitou oficiais alemães, roubou comida para sobreviver, e sobreviveu.

Ao fim da guerra, fugiu para a Argentina, o país latino-americano com a maior comunidade judaica na região, para onde foi contrabandeada através da fronteira com o Paraguai.

Quando Sara conseguiu estabelecer uma nova vida, ter os filhos que lhe haviam dito que não podia ter e virar uma página turva na sua história, mais uma campanha de extermínio ceifou a vida de um parente imediato: seu filho, Daniel, que em 1977 passou a engrossar a lista de cerca de 30 mil desaparecidos na repressão do governo militar argentino.

Conta sua história a quem lhe pede. "Para que não esquecer o que passamos", afirma.

GUERRA:

Sara tinha apenas 12 anos quando a 2ª Guerra Mundial estourou em 1939, filha única de uma família de classe média judia em Lodz, na Polônia.

A imagem que marcou o início do seu horror foi a de seu pequeno violino desfeito em pedaços nas mãos de um soldado alemão que fazia parte de um grupo que invadiu sua casa.

Antes vivendo em um confortável apartamento, pai, mãe e filha foram amontoados em um único quarto, onde passaram a viver na miséria. Em 1940, sua mãe ficou grávida e teve um bebê no gueto de Lodz – mas o filho morreu aos três meses de idade.

No ano seguinte sua mãe voltaria a ficar grávida, mas o segundo bebê seria morto por tropas alemãs logo no nascimento.

"A vida no gueto era terrível. Não só pelas condições, mas porque todo dia os alemães selecionavam pessoas para levá-las a outro lugar. Pessoas que nunca mais eram vistas", recorda.

Sara diz que a única coisa boa que aconteceu no gueto de Lodz foi ter conhecido Bernardo, que mais tarde se tornaria seu marido e pai dos seus filhos.

Sabendo que Sara tinha um parente que antes da guerra havia fugido para Buenos Aires, Bernardo prometeu à namorada que, se sobrevivesse à guerra, a encontraria na capital da Argentina no dia 5 de maio de 1945.

A data viraria um marco na sua vida.

Em 1944, todos os moradores do gueto foram levados para uma grande operação na estação de trens, foram transportados "como animais" para seu destino final: o hoje tristemente célebre campo de concentração de Auschwitz.

"Ao descer, os homens eram separados das mulheres. Não pude sequer dizer adeus ao meu pai", diz Sara. Nunca mais o viu.

Em Auschwitz, Sara e sua mãe foram submetidas a trabalho escravo. Quase não comia, o que aos poucos minava suas forças.

Meses mais tarde ambas foram trasladadas temporariamente a uma fábrica de aviões. "Eu não tinha força nem para levantar a broca", recorda Sara. Depois, foram para o campo de concentração e extermínio de Mauthausen.

Já no céu se viam batalhas aéreas entre aeronaves alemãs e aliadas. O fim da guerra estava próximo.

"Chegou um momento em que os alemães começaram a fugir da área. Alguns nos disseram para ir com eles, porque os americanos estavam chegando. Incrível!”, relata.

Quando os ianques finalmente chegaram, Sara pesava 27 quilos e sua mãe, 26. Eram a sombra do que costumavam ser.

"Os soldados nos viam e choravam. Passei três meses sendo alimentada com soro, porque não conseguia reter alimentos. Houve gente que morreu depois de comer, porque o corpo não agüentou (a comida)", disse.

Foi resgatada no dia 5 de maio de 1945 – a data que Bernardo havia combinado para se encontrarem em Buenos Aires.

O SEGUNDO EXTERMÍNIO

Depois de passar por vários países da Europa, Sara, sua mãe e Bernardo finalmente chegam à Argentina, contrabandeados através do Paraguai, já que o então governo de Juan Domingo Perón não aceitava refugiados judeus.

Foram presos e ficaram detidos por várias semanas na cidade de Formosa, no norte da Argentina, até que Bernardo decidiu escrever – em polonês – a Eva Perón.

"Alguém deve ter traduzido a carta a Evita, porque logo recebemos uma resposta positiva dela e a permissão para ficar no país."

Sara se instalou em uma comunidade judaica em Buenos Aires.

Apesar de ter sido diagnosticada na Alemanha como impossibilitada de dar à luz, por conta de um acidente sofrido nos campos de concentração, Daniel nasceu em 1950. Cinco anos mais tarde, ela teve Natalia.

Formado em física nuclear, Daniel acabou trabalhando na Comissão Nacional de Energia Atômica. No dia 15 de julho de 1977, com o governo militar de Jorge Videla no poder, Daniel foi preso.

Anos depois, Sara descobriu que seu filho foi colocado junto com outros jovens em uma carroceria de caminhão.

Deduziu que o destino fora a Escola de Mecânica Naval, Esma, por onde cerca de 5 mil pessoas passaram. A maioria terminou morta.

"Seu pai (Bernardo) queria que ele saísse do país, mas Daniel não quis."

Na busca pelo paradeiro de seu filho, Sara se envolveu com as Mães da Praça de Maio e hoje é uma ativista de direitos humanos ativa e premiada.

Sua incrível história é contada através de lágrimas, dor e riso. Apesar do que viveu, transmite alegria, mesmo quando reconta os momentos mais sombrios de sua história.

Eu pergunto se ela se sente uma vítima de dois extermínios. "Como diz título do meu livro (uma obra de memórias lançada em 2007), sobrevivi duas vezes", responde Sara.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

E o amor?


Eles se conheceram em uma festa de rodeio, a troca de olhares deixou no ar que logo iriam se envolver. Ela tinha 14 anos, ele 17. O beijo roubado, o abraço... E os dois se envolveram. Durante todos os dias da festa eles estavam juntos, e quando a festa acabou, continuaram se comunicando virtualmente. Ela, loucamente encantada, contou pra irmã, pra mãe, e assim que o pai chegou de viagem ele foi pedir a mão dela em namoro.
Namoraram. Tudo muito lindo. E passou tão rápido que eu nem percebi. Quando completaram um mês, bombons e ursos...
E era assim que a fila andava, beijos, abraços, sorrisos, carinhos, e de repente, ciúmes! Ciúmes de tudo, de todos, do mundo!
Nos primeiros meses, todas as pessoas do seu convívio riam daquele pitis malucos do jovem casal. Mas com o tempo, os dois se fecharam para o mundo, construíram muros e não tinham mais vida. Todo mundo reclama, ninguém mais queria ficar perto dos dois, muitos estavam cansados de tanta pegação no pé! A vida do casal se tornara pública.
O "eu te amo" permanecia, embora, agora de um forma diferente: - Não vai dizer que me ama? - Hã? - Você nem diz mais que me ama, já percebeu? Sou só eu quem digo!
O amor se tornara uma batalha, a família já não apoiava mais aquele relacionamento, que deixara de ser sadio a muito tempo. Mas é assim, primeiro amor, é sempre assim, é quando se está aprendendo a amar.
E ainda há quem diga que o ciúmes é o perfume da alma. Mas perfume demais enjoa!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Quem vai amar o Brasil?


Nas aulas de filosofia, sociologia, história e geografia que assistimos no Ensino Médio, estamos sempre ouvindo os professores falarem de como o brasileiro é acomodado, não se importa, não está nem aí. Quantas vezes por dia nós ouvimos o brasileiro falar de festas, futebol, carnaval, praia, mulheres… E quantas vezes por dia, ouvimos um brasileiro falar sobre política, o preço do dólar, as obras atrasadas da Copa de 2014. Só se fala nessas coisas quando o preço do combustível sobe, ou quando alguém na TV aparece falando sobre Copa do Mundo.

E quanto à educação, moradia e saúde? Todo mundo sabe que está ruim né? Mas alguém faz algo? Lógico que não! Isso tudo, só o governo pode melhorar. Mas o governo é corrupto! E os brasileiros?

Certo dia recebi um e-mail muito interessante que me fez refletir que realmente cada povo tem o governo que merece. Estou errada?

O brasileiro se acomodou demais com tudo que o nosso adorável governo populista nos oferece: Bolsa Família; Bolsa Cota; Bolsa Invasão; Bolsa Escola; Auxílio Reclusão… Etc e tal.

Não estou dizendo que tudo isso seja de todo errado. Mas que é uma palhaçada, isso é. Afinal o brasileiro se acomodou em ganhar o peixe, e a muito esqueceu como pescar.

Agora eu me pergunto, como um país onde centenas se organizam e saem à rua para uma caminhada para Jesus, uma Parada Gay, Uma Marcha Pela Liberação da Maconha, dentre outras, não se organiza por uma marcha para que os salários exorbitantes dos excelentíssimos políticos não continuem a subir, (porque ninguém consegue viver com 26,7 mil), para uma melhoria real na educação e na saúde, condições melhores de moradia, impostos mais baixo e todas essas coisas com as quais os brasileiros não se importam. Afinal, o brasileiro detesta política… Mal sabe esse mesmo brasileiro, que tudo, exatamente tudo, depende da política.

É interessante ver as ruas pintadas de verde e amarelo a cada quatro anos, e as pessoas nas ruas sorrindo e dizendo o quão orgulhosas são, do país onde nasceram. A propósito: “Todo mundo tenta, mas só o Brasil é Penta”. E quando o Brasil perde, já era o patriotismo. Daí então a frase é: “Esse país é uma porcaria, odeio ser brasileiro”.

Sabe, é um papo cansativo e uma conversa enjoativa… É como falar, falar, falar, ou melhor escrever, e ninguém prestar atenção em você. De qualquer forma, fica a dica!