quarta-feira, 25 de abril de 2012

Paixão Platônica


Óh querido!
Como anseio por ter-te toda a vida.
Mas como nada é eterno,
Sei que chegará o dia da partida.
Como amo teus olhos castanhos
E teu sangue e origem tão diferente dos meus.
Adoro cada um de teus encantos.
E mesmo com defeitos, pareces um deus.

Querido, o luar olha por nós.
E mesmo os lençóis de linho,
Suplicam quando estamos a sós.

Não te esqueças, amado meu,
Das promessas que fizesses,
De nunca dizer adeus.

Mas se fores,
Deixa-me a lembrança
De que eras meu homem
Que jamais trouxe flores,
Mas que plantou um jardim
No meu sorriso sem fim
Quando estou junto a ti.